C. Mourão: Câmara deixou R$ 1,8 milhão para a prefeitura em 8 meses

Despesas no mesmo período foram reduzidas em R$ 332 mil

Ao contrário do que acontecia em legislaturas passadas, a Câmara de Vereadores de Campo Mourão passou neste ano a requerer mensalmente do Poder Executivo apenas o valor necessário para o seu custeio e não o montante de recursos assegurados pela Constituição Federal. Nos primeiros oito meses deste ano, entre janeiro e o final de agosto último, o Poder Legislativo mourãoense deixou nos cofres da prefeitura R$ 1.890.632,00 para a aplicação de acordo com as necessidades da administração municipal. Praticamente o valor investido pela administração municipal em recuperação asfáltica nos primeiros seis meses deste ano.

A decisão de requerer apenas o valor necessário para o custeio, evitando o acúmulo de recursos financeiros na Câmara de Vereadores com a posterior devolução dos recursos a prefeitura em cerimônias, foi adotada já nos primeiros dias da atual legislatura pelos integrantes da mesa diretora do Poder Legislativo. Cinco vereadores compõem a Mesa Executiva: Edson Battilani (presidente), Edilson Martins (1º vice-presidente), Sidney Ronaldo Ribeiro – Tucano (2ª vice-presidente), Jadir Soares – Pepita (1º secretário) e Roberto Cruz Mendes – Cabo Cruz (2º secretário).

A medida adotada acabou com o verdadeiro “passeio” de recursos financeiros entre os poderes Executivo e Legislativo. Também evita que recursos financeiros fiquem parados na Câmara de Vereadores, enquanto a prefeitura de Campo Mourão necessita de verba para custear ações nas mais diferentes áreas, como as da saúde, educação, urbanismos, transportes, etc.

Economia – O demonstrativo financeiro da Câmara de Vereadores de Campo Mourão revela ainda que nos primeiros oito meses deste ano, os gastos foram menores que no mesmo período do ano passado. Entre janeiro e agosto de 2016, os gastos do Poder Legislativo foram de R$ 5.022.508,64, enquanto neste ano somaram R$ 4.689.743,00. Uma redução da ordem de R$ 332.765,64 (o equivalente a 355 salários mínimos do país).

A queda nos gastos é resultado de uma série de medidas que vêm sendo adotadas pela atual Mesa Executiva do Poder Legislativo. Uma delas foi a tramitação de processos de forma digital. Anteriormente eram gastos de R$ 600,00 a R$ 700,00 por mês com fotocópias, custo que caiu para cerca de R$ 90,00. E o novo sistema está em implantação nos últimos setores administrativo da Câmara Municipal.

Outra economia significativa será alcançada com o recente término do serviço terceirizado de vigilância. O custo anual com nove vigias era de R$ 320 mil/ano. O serviço agora é restrito ao período noturno e é realizado por três vigias cedidos pelo Município.

“São ações que viabilizaram expressivo volume de recursos ao Poder Executivo para o atendimento de demandas da população nas mais diversas áreas. É importante que se ressalte ainda que a nova postura da Câmara Municipal tem o apoio de todos os vereadores”, explica o presidente Edson Battilani. Ele adianta também que a estimativa é de que o Poder Legislativo deverá deixar cerca de R$ 3 milhões nos cofres da prefeitura até o final do ano.

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