Ratinho Junior e Osmar Dias devem polarizar a disputa pelo governo do estado

Ao que tudo parece foi dada a largada para as eleições 2018, principalmente, no que se diz respeito ao governo do estado. Com a volta de Ratinho Junior (PSD) a Assembleia Legislativa, concretiza-se o que já estava previsto. Dinâmico e com bom relacionamento dentro da Assembleia, Ratinho agora mira a disputa ao governo, segundo ele, o ciclo junto a SEDU – Secretaria de Estado e Desenvolvimento Urbano, se encerrou.

Carlo Massa Junior que havia assumido a pasta de 2013 e esparramou obras aos quatro cantos do Paraná, mesmo não carregando a experiência de ter administrado uma grande cidade, Carlos Massa – “Ratinho” mostrou competência e visão empreendedora distribuindo entre março de 2013 a agosto de 2017 mais de 3,2 mil obras urbanas realizadas pela Sedu, o maior acervo da história do Paraná, e investimentos de R$1,7 bilhão.

Em 2014, a estratégia de disputar a eleição para deputado estadual, lhe concedeu a honrosa bancada de 13 deputados estaduais (PSD / PSC), muitos deles, puxado pela votação de 300 mil votos que ele angariou no estado. Pessoas próximas a Ratinho enaltecem uma das principais qualidades que um líder deve ter, de ouvir as pessoas e de se dedicar a um projeto, e garantem, Ratinho possui essas atribuições e não pensa em outra coisa a não ser a disputa pelo governo estado, para isso, tem trabalhado incansavelmente. Andar o estado e ouvir a população passa a ser agora a grande meta do pré-candidato.

Na outra ponta do cabo de guerra, Osmar Dias (ainda no PDT), se prepara para sua terceira disputa ao governo, sendo abatido nas suas duas tentativas, uma por Requião em 2006 e outra por Beto Richa em 2010. Osmar, assim como Ratinho, não pensa em outra coisa, descarta veementemente disputar o senado, quer mesmo o Palácio Iguaçu.

O ex-senador, conhecido pela conversa franca e aberta, aderiu de vez ao que Ratinho e a nova safra de políticos fazem a um bom tempo, as mídias sociais, a interação com o eleitor é bem diferente do tempo em que Osmar disputou suas últimas eleições. Em uma eleição acirrada, onde praticamente 70% da população paranaense possui internet, (segundo dados da última pesquisa), somente o aperto de mão e o olho no olho não será suficiente para ninguém.

Certo mesmo até então, será a presença de dois cabos eleitorais de peso no estado, “Ratinho pai” não medirá esforços para eleger seu pupilo e Álvaro Dias (Podemos), caso confirme sua candidatura à presidência da República, trará um apoio imenso ao irmão.

Tanto Osmar quanto Ratinho, caso um dos dois seja eleito, trará consigo a marca de não administrar nenhuma cidade, ao contrário dos três últimos governadores – Jaime Lerner, Requião e Beto Richa, que foram prefeitos de Curitiba, diga-se de passagem, bons prefeitos. (Editorial / Claudinho Cruz)

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