Ministério Público investiga desde 2016 gastos de mais de 5,5 milhões em passagens de ônibus na gestão Beto Costa – Paraná Notícias

Ministério Público investiga desde 2016 gastos de mais de 5,5 milhões em passagens de ônibus na gestão Beto Costa

O Ministério Público investiga a “farra das passagens” com o dinheiro público, no período de 2009 a 2016, em especial nos anos de 2015 e 2016, e que na gestão 2009/2016 movimentou uma quantia milionária de R$ 5.650.194,30 (Cinco milhões, seiscentos e cinquenta mil, cento e noventa e quatro reais e trinta centavos) o que daria para comprar 25 ônibus no valor de R$ 250.000,00 cada. (Duzentos e cinquenta mil reais). Conforme Inquérito Civil nº. MPPR-0055.16.000606-4, da 1ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE GOIOERÊ/PR.

10 MIL PASSAGENS AO ANO – Segundo informações, somente no ano de 2016, último ano do ex-prefeito Luiz Roberto Costa – o “esquema” teria empenhado e pago a uma empresa de ônibus o valor de R$ 1.094.929,26 (Quase um milhão e cem mil reais) em passagens de önibus o que equivale a cerca de 10 mil passagens (aproximadamente 30 passagens por dia) entre Goioerê a Curitiba. Houve também passagens para diversos destinos, sem a comprovação de quem teria utilizado o bilhete e, em muitos casos, as passagens eram oferecidas sem o nome dos “pacientes ou funcionários” impossibilitando a verificação se realmente os bilhetes foram efetivamente utilizados.

SEGUNDO AS INFORMAÇÕES DO PORTAL DA TRANSPARÊNCIA

Como o valor dos empenhos pagos a empresa de ônibus foram considerados extremamente excessivos, uma investigação está em curso e alguns servidores ja foram ouvidos nos procedimentos. O MP solicitou do municipio uma série de documentos que podem caracterizar um esquema de desvio de dinheiro público. As informações sobre os gastos estão disponiveis no Portal da Transparência da Prefeitura.

CONFIRA QUANTO FORAM GASTOS COM PASSAGENS NOSÚLTIMOS 8 (OITO) ANOS DA ADMINISTRAÇÃO DE 2009 A 2016.

2009 – R$ 384.681,60

2010 – R$ 417.827, 37

2011- R$ 620.756,44

2012 – R$ 723.622,37

2013 – R$ 575.329,00

2014 – R$ 867.951,73

2015 – R$ 965.096,53

2016 – R$ 1.094.029,26

TOTAL R$ 5.650.194,30 (Cinco milhões, seiscentos e cinquenta mil, cento e noventa e quatro reais e trinta centavos)

2017- APENAS R$ 113.233,50

Com o fim da “Gestão 2009/2016 a Prefeitura de Goioerê voltou a “normalidade” e teve um gasto anual de apenas R$113.233,50 com pagamento de passagens.

TAMANHO DO PREJUÍZO – As investigações deverãoapontar o tamanho do prejuízo e de que forma o municipio foi prejudicado, bem como apontar todos os envolvidos no esquema que lesou milhares de cidadãos goiorenses.

Fica a pergunta: o quanto poderia ser investido na saúde, infraestrutura, geração de empregos e habitação com esse montante que foram desviados dos cofres públicos?

O EX-PREFEITO BETO COSTA JÁ É ALVO DE OUTRA INVESTIGAÇÃO E TEM BENS BLOQUEADOS

O Poder Judiciário da Comarca de Goioerê já determinou o bloqueio de mais de seis milhões de reais (R$ 6.372.244,56), do ex-prefeito Beto Costa um processo de IMPROBIDADE ADMINSTRATIVA no. 0002133-72.2019.8.16.0084 da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Goioerê, relacionado a contratação de uma OSCIP utilizada para fornecimento de mão de obra para Secretaria de Saúde. Ainda não tem data para o julgamento do processo.

http://www.mppr.mp.br/2019/05/21533,11/Ex-prefeito-de-Goioere-e-mais-nove-reus-tem-bens-bloqueados-por-irregularidades-em-termo-de-parceria-para-prestacao-de-servicos-de-saude.html

Irregularidades – Dentre as irregularidades apuradas estão a terceirização irregular de mão de obra de saúde; despesas de custo operacional sem a devida demonstração de sua utilização; cobrança de taxa para contratação de auditoria independente sem a devida demonstração de sua utilização; não devolução do saldo financeiro do termo de parceria e valores de despesas que não constam nos extratos bancários.

Entre os réus estão pessoas ligadas à Oscip e servidores públicos na época dos fatos (entre eles, duas secretárias de Saúde, um controlador interno do Município e dois fiscais da transparência). A indisponibilidade dos bens visa garantir o ressarcimento dos danos ao erário e o pagamento de multa, em caso de condenação dos réus por improbidade. (Fonte: cidadeportal.com.br)

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